Revista AgroViver

Goiás projeta segunda maior safra de grãos da história enquanto desmatamento cai 43,7%

ESTIMATIVA

Produção prevista só fica atrás do recorde de 2024/25, enquanto a área de vegetação suprimida recua para 10.983 hectares

Goiás deve colher a segunda maior safra de grãos de sua história no ciclo 2025/26, com produção estimada em 33,9 milhões de toneladas, segundo a Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa). O desempenho ocorre em paralelo à queda de 43,7%, em relação a 2024, na supressão de vegetação no estado, que recuou para 10.983 hectares em 2025, conforme dados da rede MapBiomas. 

A estimativa da safra tem como base o levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A área plantada de grãos em Goiás deve chegar a 7,9 milhões de hectares, com produtividade média de 4,3 toneladas por hectare. O volume previsto fica atrás apenas do recorde registrado no ciclo 2024/25. 

Para o governador Daniel Vilela, os dados mostram que Goiás tem conseguido ampliar a produção sem perder de vista a responsabilidade ambiental. “Goiás prova que é possível produzir mais, com tecnologia, eficiência e respeito ao meio ambiente. O nosso compromisso é fortalecer o agro, gerar desenvolvimento e, ao mesmo tempo, preservar os recursos naturais que garantem o futuro do estado”, afirma. 

A soja segue como principal cultura da agricultura goiana. A oleaginosa deve ocupar 5,1 milhões de hectares, alta de 4,0% em relação ao ciclo anterior, e alcançar produção de 20,1 milhões de toneladas. Goiás também mantém a liderança nacional na produção de girassol, com colheita prevista acima de 70,0 mil toneladas, além de ampliar o cultivo de sorgo, grão mais tolerante a períodos secos, cuja produção deve crescer 27,2% e chegar a 2,0 milhões de toneladas.

Na área ambiental, os números apontam redução na abertura de novas áreas. Em 2025, Goiás registrou 10.983 hectares de vegetação suprimida, queda de 43,7% em relação ao ano anterior. O dado reúne tanto desmatamento ilegal quanto supressões autorizadas pela legislação ambiental.

Segundo a Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), o recuo está relacionado ao reforço da fiscalização, ao avanço no licenciamento ambiental e à maior aproximação com o setor produtivo rural.

O desempenho goiano mostra queda mais acentuada que a observada no conjunto do Cerrado. Segundo dados preliminares do Projeto de Monitoramento do Desmatamento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite (Prodes), sistema do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), o bioma registrou 7.235 km² de desmatamento em 2025, queda de 11,5% em relação ao ano anterior.

Fonte/ Foto: Governo de Goiás

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