Revista AgroViver

Exportações de carne bovina do Tocantins atingem US$ 633 milhões e batem recorde

MERCADO EXTERNO

Impulsionado pelo status de zona livre de aftosa sem vacinação, o estado diversifica mercados e consolida a proteína como o principal item industrializado da sua pauta de exportações

A cadeia da pecuária de corte no Tocantins alcançou a marca de US$ 633 milhões em exportações, consolidando um novo patamar de embarques no mercado global. O volume financeiro equivale a 21,1% do faturamento total do comércio exterior do estado, posicionando a proteína animal como o segundo item mais exportado, atrás apenas do complexo soja. 

Segundo dados do sistema Comex Stat, o início de 2026 manteve a tendência de alta: o mês de janeiro registrou o recorde histórico para o período, com US$ 119,5 milhões em vendas globais, sendo US$ 37,3 milhões faturados especificamente pelo segmento de carnes.

Implantação da rastreabilidade individual do rebanho prepara a pecuária tocantinense para atender às exigências dos mercados mais competitivos do mundo. Foto: Majuh Sousa/Governo do Tocantins

Mercado Internacional e Sanidade 

A expansão dos embarques foi impulsionada pela conquista do reconhecimento do Tocantins como zona livre de febre aftosa sem vacinação junto à Organização Mundial de Saúde Animal (Omsa). O novo status sanitário permitiu a abertura e ampliação de mercados na Europa e América do Norte. 

A carteira de compradores é liderada pela China, que absorve 55,6% do volume exportado. O ranking dos principais destinos conta ainda com a Espanha (5,7%), Canadá (4,5%), Egito (3,8%) e Índia (3,4%), além de vendas para os Estados Unidos, Suíça e países do Oriente Médio. 

Estrutura e Identificação Individual 

A competitividade do rebanho tocantinense, que soma mais de 11,7 milhões de cabeças, é sustentada por vantagens logísticas como a conexão com a Ferrovia Norte-Sul e os portos do Arco Norte, reduzindo o custo operacional de escoamento. 

O foco atual das agências de defesa agropecuária do estado está no cumprimento das metas do Plano Nacional de Identificação Individual de Bovinos e Búfalos (Pnib). O cronograma oficial estabelece que, a partir de 2027, a importância da identificação individual será obrigatória para fêmeas bovinas e bubalinas durante a vacinação de brucelose, com previsão de rastreabilidade completa do rebanho até o ano de 2032.

Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto capa: Adapec/Governo do Tocantins

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