SOLOS
Compactação, eficiência no uso de fertilizantes e resiliência climática colocam a qualidade do solo no centro das discussões do agronegócio durante a Bahia Farm Show 2026
A busca por maior produtividade sem expansão de área cultivada tem levado produtores a olhar com mais atenção para um fator que nem sempre é visível na superfície das lavouras: a condição física do solo. Em uma das regiões agrícolas que mais crescem no país, temas como compactação, infiltração de água, desenvolvimento radicular e aproveitamento de nutrientes devem ganhar destaque durante a Bahia Farm Show 2026, realizada de 8 a 13 de junho, em Luís Eduardo Magalhães (BA).
Embora o avanço tecnológico tenha impulsionado ganhos importantes em genética, mecanização e agricultura de precisão, especialistas alertam que limitações na estrutura do solo podem comprometer parte desse potencial produtivo. Quando há compactação em camadas mais profundas, as raízes encontram dificuldades para se desenvolver, reduzindo a capacidade das plantas de acessar água e nutrientes em momentos decisivos do ciclo produtivo.
A discussão ganha ainda mais relevância em um cenário de pressão por rentabilidade no campo. Com custos de produção elevados e margens cada vez mais dependentes de ganhos de eficiência, produtores têm buscado alternativas que permitam extrair o máximo potencial produtivo das áreas já cultivadas, sem necessariamente ampliar investimentos em novos insumos ou expansão territorial.
Segundo o diretor da Agross do Brasil, Silmo de Ávila, cresce entre os produtores a percepção de que a produtividade está diretamente relacionada à saúde do solo. “Não basta investir em genética e fertilidade. Quando existe compactação, a planta encontra dificuldade para aprofundar as raízes, acessar água e aproveitar nutrientes. A discussão sobre produtividade passa necessariamente pela qualidade da estrutura do solo”, afirma.
Outro aspecto que vem chamando a atenção do setor é a eficiência no aproveitamento dos fertilizantes. Em um cenário de forte dependência brasileira de insumos importados, reduzir perdas e melhorar o uso dos nutrientes aplicados tornou-se uma preocupação crescente dentro das propriedades rurais. “O fertilizante é um dos principais investimentos da lavoura. Quando o solo apresenta limitações físicas, parte desse potencial pode não ser aproveitado plenamente pela planta. Por isso, a estrutura do solo passou a ser um tema estratégico para quem busca produtividade e rentabilidade”, complementa Ávila.
Técnicos e consultores apontam que a condição física do solo exerce papel importante nesse processo, favorecendo o crescimento radicular e o acesso das plantas aos nutrientes disponíveis.
É nesse cenário que empresas do setor têm direcionado investimentos para soluções voltadas à melhoria da estrutura física do solo. Durante a Bahia Farm Show, a Agross do Brasil apresentará equipamentos desenvolvidos para atuar justamente nesses desafios, com foco em descompactação, fertilidade e eficiência produtiva, reforçando a importância da construção de sistemas agrícolas mais resilientes e sustentáveis.
Fonte: Assessoria de Imprensa
Foto: Júnior Knoff

