COTONICULTURA
Medida busca combater bicudo-do-algodoeiro e prevenir prejuízos econômicos. Produtor deve cadastrar lavoura até 30 dias após o plantio
O prazo para a semeadura do algodão na Região 4 se encerra nesta quarta-feira (15/4). A medida faz parte das ações fitossanitárias adotadas para a prevenção e o controle do bicudo-do-algodoeiro (Anthonomus grandis), considerada a principal praga da cultura no continente. A determinação está prevista na Instrução Normativa nº 5/2025 da Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa) e tem como objetivo reduzir a incidência da praga e os prejuízos à produção.
O gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, Leonardo Macedo, destaca a importância do cumprimento do calendário de semeadura como estratégia para o manejo eficiente do bicudo. “Quando todos os produtores de uma mesma região plantam dentro da mesma janela, considerando as condições climáticas e o período de cultivo, encurtamos a oferta de estruturas de reprodução para o inseto, o que é determinante para o controle”, explica.
Além do calendário, outras medidas são essenciais para a prevenção de pragas na cotonicultura, como o cadastro on-line de áreas produtoras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago). Os produtores têm prazo de até 30 dias após a semeadura do algodão para realizar o cadastro da lavoura. “Após o preenchimento das informações no sistema, é necessário efetuar o pagamento da taxa gerada. O cadastro só será validado após a confirmação do pagamento. Caso contrário, a taxa permanecerá em aberto e o produtor poderá estar sujeito a sanções administrativas”, reforça o gerente.
Região 4
Os municípios que fazem parte da Região 4 são: Adelândia, Alto Horizonte, Amaralina, Americano do Brasil, Amorinópolis, Anicuns, Araçu, Araguapaz, Aruanã, Barro Alto (abaixo de 500 metros de altitude), Bonópolis, Brazabrantes, Britânia, Buriti de Goiás, Campinorte, Campos Verdes, Carmo do Rio Verde, Caturaí, Ceres, Córrego do Ouro, Crixás, Damolândia, Diorama, Estrela do Norte, Faina, Fazenda Nova, Flores de Goiás (abaixo de 500 metros de altitude), Formoso, Goianésia, Goiás, Guaraíta, Guarinos, Heitoraí, Hidrolina, Inhumas, Ipiranga de Goiás, Iporá, Israelândia, Itaberaí, Itaguari, Itaguaru, Itapaci, Itapirapuã, Itapuranga, Itauçu, Ivolândia, Jaraguá, Jaupaci, Jesúpolis, Jussara, Mara Rosa, Matrinchã, Moiporá, Montes Claros de Goiás, Montividiu do Norte, Morro Agudo de Goiás, Mossâmedes, Mozarlândia, Mundo Novo, Mutunópolis, Niquelândia (abaixo de 500 metros de altitude), Nova América, Nova Crixás, Nova Glória, Nova Iguaçu de Goiás, Nova Veneza, Novo Brasil, Novo Planalto, Ouro Verde, Petrolina de Goiás, Pilar de Goiás, Porangatu, Rialma, Rianápolis, Rubiataba, Sanclerlândia, Santa Fé de Goiás, Santa Izabel, Santa Rita do Novo Destino, Santa Rosa de Goiás, Santa Teresinha de Goiás, Santa Tereza de Goiás, São Francisco de Goiás, São Luiz do Norte, São Luiz dos Montes Belos, São Miguel do Araguaia, São Patrício, Simolândia (abaixo de 500 metros de altitude), Taquaral de Goiás, Teresina de Goiás (abaixo de 500 metros de altitude), Teresópolis de Goiás (abaixo de 500 metros de altitude), Trombas, Uirapuru, Uruaçu e Uruana, Vila Boa (abaixo de 500 metros de altitude) e Vila Propício (abaixo de 500 metros de altitude).
Confira datas importantes para cotonicultura goiana
Vazio sanitário
- Região 1: 15 de setembro a 25 de novembro.
- Região 2: 20 de setembro a 30 de novembro.
- Região 3: 10 de setembro a 19 de novembro.
- Região 4: 10 de novembro a 20 de janeiro.
Calendário de semeadura
- Região 1: 26 de novembro a 10 de fevereiro.
- Região 2: 1º de dezembro a 10 de fevereiro.
- Região 3: 20 de novembro a 31 de janeiro.
- Região 4: 21 de janeiro a 15 de abril.
Fonte: Agrodefesa – Governo de Goiás
Foto: Fabiano Perina/ Embrapa

